sexta-feira, 25 de março de 2011

Não terminei o texto

SITO DO SOCIALISMO EM 2011
Falar sobre o socialismo hoje suscita diversas reações, na maioria das vezes desagrada, é como se estivéssemos falando sobre a invenção da roda, ou o papel medicinal da morfina e insulina, por vezes configura mesmo uma agressão como se estivéssemos proferindo uma oração com poder de abrir a caixa de pandora.
Em verdade a discussão sobre ideologias e sistemas sociais está deveras restrito, a pequenos círculos acadêmicos, políticos “radicais”, bêbados, velhos ou malucos, chatos de plantão e fanáticos. Antes de discutirmos os méritos de tais classificações, gostaria de tentar expor suas motivações se possível:
Em primeiro lugar foi um monumental aparato de propaganda, desde a tão famosa queda do muro de Berlim, da Perestroyka, do fim da União Soviética e outros dados mais que se queira acrescentar até a também badaladíssima teoria do fim da história propalada pelo precipitado escudeiro do capital, o Sr macnamara, que macularam no espírito de gerações a possibilidade de procurar algo novo, tudo isso sem detalharmos as extraordinárias intervenções financeira e bélicas das grandes nações capitalistas e a banalização das boas relações humanas.
Mas, se for verdade que não somos uma máquina de comer e cagar, é extremamente contraproducente para a condição humana, abandonar qualquer possibilidade de melhorar todo o atual estado das coisas. Acontece que o capitalismo, e se negarmos aqui a evolução da humanidade do ponto de vista da sucessão de sistemas sociais, a saber: a comunidade “primitiva” extrativista, a escravista, a feudal e o capitalismo, este texto de nada serve, estaríamos negando a história. Objetivamente o capitalismo não serve para a maioria da humanidade, mas ao contrário, serve a uma minoria cada vez mais compacta e se não é fato que o capital tem vida própria, tem sim leis bem objetivas: inquira-se a um mega executivo se o dilema de uma média empresa é “crescer ou morrer?”.
É fato que a complexidade da existência do homem, desenvolvida no tempo e espaço, joga por terra toda tentativa simplista de resolução de nossos problemas, mas a contemporaneidade joga nas costas de todos, a resolução de desorganizações causadas para a apropriação de poucos, hora, não foi o capitalismo quem propagandeou, incentivou e organizou o crescimento das grandes metrópoles, das mega cidades, a ponto de quase inviabilizar a existência autônoma no campo? Mas são em geral, os menos favorecidos, os despossuídos e discriminados que arcam com as mazelas da falta de emprego, de moradia, violência, saúde, transporte público, poluição e outras tantas.
Ganhou a consciência de muitos, sobretudo a da juventude, a luta pela recuperação do meio ambiente, mas também é bom que se diga: não é possível tal recuperação sem a mudança de paradigmas, é necessário firmar que o planeta não comporta a extração de seus recursos naturais com base na noção de consumo ensinada e mantida como verdade pela burguesia. Evidente é que, se não podemos voltar para o “primitivo” estágio de extrair os recursos que a natureza nos propõe, é necessário sim a produção de bens para a manutenção e desenvolvimento da vida humana, mas a “alquimia” burguesa reside em tornar bens de consumo para o acúmulo do capital, “necessidade” universal globalizada de todo o ser.
Por tudo que foi exposto é no mínimo leviandade ofuscar a busca pela melhoria da condição humana e, se descartarmos invencionices cínicas que envergonhadamente defendem a manutenção do estatus quó, o que está na ordem do dia é o socialismo, que só é negado de pronto por desiludidos egocêntricos e lacaios boçais que recebem algumas quirelas a mais em detrimento do sofrer da maioria, e vejamos como estes agem:

OS INQUISIDORES LAICOS E MERCENÁRIOS DE OCASIÃO

É bem verdade que existem críticas produtivas e que auxiliam muito nas reflexões sobre uma nova sociedade mais justa e igualitária, como por exemplo as que discorrem sobre arbitrariedades, totalitarismo, desrespeito a direitos humanos nas experiências socialistas até aqui vividas, mas daí a se jogar a água suja junto com a criança, conspurca a sinceridade e boa intenção  de muitas reflexões. Já não foi suficientemente debatido e comprovado pelo Sr. Marx, o Sr. Engles e outros que não há porque se adjetivar o socialismo? Se não há democracia estaremos falando sobre outra qualquer coisa, contudo, se existir participação do ideário burguês na condução da sociedade também não se trata de socialismo.
Os inquisidores, em geral sem preocupação com escrúpulos ou caráter, apegam-se a deformações das experiências citadas empunhando pás de cal e com olhos vorazes nos restos cadavéricos do socialismo; escamoteando também no mais das vezes, contextos históricos e conjunturais. Acaso há crítica substancial sobre a análise estrutural do sistema como a contida na obra “O Capital” do Sr. Marx defendida de peito aberto? Não, calam-se e dissimulam; ou então sobre a etapa imperialista do capitalismo evidenciada pelo Sr Lênin, é mais fácil trazer para execração pública o Sr. Stalim. Também um recorrido tendão de Aquiles preconizado é a afirmação do Sr. Marx, corroborada pelo Sr Engles de que o socialismo se daria primeiramente nos países capitalistas mais desenvolvidos como Estados Unidos e Inglaterra por exemplo, mas como enfatizou o maior líder comunista de nossos tempos, em minha opinião, o Sr João Amazonas:
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Por tudo isso que Deus nos livre desta turma e ofereça-nos homens e mulheres de alma interessados na melhoria das condições de vida e no progresso da sociedade.
A REFLEXÃO SOBRE MUDANÇAS X REVISIONISTAS, OPORTUNISTAS E CAMARILIAS VÁRIAS
Fica evidente que se não forem levadas em consideração levianamente como serpente ponderações que podem ser proferidas em laboratórios, vasos sanitários, botequins ou o púlpito de qualquer assembléia a boa vontade e intenção pode produzir apontamentos importantes e até mesmo imprescindíveis para a reflexão social.
Pontos de esgarçamento: A relativização de nomenclaturas, intitular-se mágico não produz magia, a revolução não acontece com a listagem de arsenais, portanto o socialismo só será revolucionário quando alterar radical e diametralmente o estado atual das coisas, pra tanto é necessário também nas palavras do Sr. João Amazonas:
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Por tanto não é o proselitismo sobre velhas e mofadas escrituras que proporcionará a conquista de tal consciência, mas sim o exercício, materialista e dialético, de uma ciência social viva que poderá abrir campo para esta tomada de consciência. Em nossa opinião, trata-se na verdade, do reconhecimento pelo proletariado, dos justos e acertados apontamento dos marxistas, comunistas, socialistas para a superação dos problemas que vivemos no presente.

HUMANIDADE: FINS E FINALIDADES
Uma questão importante e que clama resposta, em nossa opinião, é sobre a vocação das nações, sociedades e das pessoas em relação a seu papel no mundo. O que só poderá ser esboçado pelos portadores do novo, pois até aqui o superado capitalismo só pode propor a exploração, a acumulação, a guerra, a discriminação, a violação dos direitos e a imposição da miséria e a banalização da vida; porque, que existimos sentimos, mas só pra isso vale a pena? Há que se propor novos paradigmas pras relações humanas, às formas de existência e missões na vida. Reafirmamos que não pode enganar a todos por todo o tempo a mentira de que somos meros organismos de ingerir e defecar, não temos dúvida de que a mediocridade só fomenta banalidade e desilusão, e que não é destino mas imposição sofrer, não conhecer e não produzir.

O BRASIL E O FUTURO

Afora o caminho da degeneração, destacam-se as possibilidades, construídas pela cultura, formatadas pelo essencial instinto de continuação da vida, o desenvolvimento de habilidades inatas ao gênero humano, a saber, o desenvolvimento de sua espiritualidade, onde o conglomerado marxista perde a passos largos como detalharei mais a frente, o desenvolvimento da ciência, das artes, das sensibilidades, dos esportes e dos desportos, da técnica e

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