(leia também Reflexões do Gandaia)
Quase amor
DESMORONADO
PODERIA CAIR O CAPITAL
VOU
FUSTIGAR E TOMARA QUE CAIA
É
SÓ PRECISO UMA FORÇA DE IGUAL PODER
QUE
VOCÊ DE SAIA!
NA NATUREZA, HÁ FARTO PODER
COMO AS ONDAS QUE ARREBENTAM NA PRAIA
COMO O MILAGRE PRA ME COMOVER
QUE É VOCÊ, VOCÊ DE SAIA
SEU CORPO ESGUIO INPIRA PRAZER
SUA ELEGÂNCIA É FIO DE NAVALHA
MAS, MAIS DO QUE TUDO ME FAZENDO FERVER
DO QUE VOCÊ, VOCÊ DE SAIA
COMO AS ONDAS QUE ARREBENTAM NA PRAIA
COMO O MILAGRE PRA ME COMOVER
QUE É VOCÊ, VOCÊ DE SAIA
SEU CORPO ESGUIO INPIRA PRAZER
SUA ELEGÂNCIA É FIO DE NAVALHA
MAS, MAIS DO QUE TUDO ME FAZENDO FERVER
DO QUE VOCÊ, VOCÊ DE SAIA
Quase amor
Brinco com as sílabas
De um novo amor do passado
Aquele que nunca foi
E sem ter ido, já visualizara a saída e voltado
Aquele que quase amor
Que não querendo ser amor
Será aqui amor
Estribilho a estribilho
Com estilo jazz e estilhaçado
Dobrado, oprimido, cassado,
Metálico, ousado, vadio e honrado
Escasso e viscoso no caldo que mistura tudo
Amor, sem azedume, Amor, adoçado
No desespero porque as letras zombaram de mim?
Porque as frases me empurrando exilado
Pra este pêndulo
Por hora prenhe em prazer
Por vezes astuto e mitigado
Um vergão em minha alma
Um calor em meus braços
Num arremedo charlatão e filho da puta
Que quase mau, me deixou deitado
Suburbano que
precisa, que se vira, age...
Não se cria,
nesta pira, de reviver miragem
Não sabota a
própria cota, nem cultua bobagem
Se esta vida
é mesmo uma, estamos de passagem
Nem rodei o
mundo todo e já comecei viagem
Não permito
parasita, intruso na bagagem
Não nasci a
vida bela, pra cutucar chantagem
Aperte cinto,
bem seguro, de cara limpa pro futuro, começa a decolagem
E.. eu... Não
nasci pra penar
Eu nasci pra
lutar
Não aceito o
perder
E... nós... Nós
merecemos voar
Não escolhi
rastejar
Desperdiçar o
viver,
Vou cantar de novo, vou comparecer
Um fulano amigo meu sumiu da paisagem
Arrebentou família inteira, tremenda sacanagem
Facilitou pro carniceiro, não se esquivou da na vargem
Preta Meu Brilho
Brilho que ascende a pira
Da nossa paixão centenária
Brilho que alegra a vida
Que me espiritualisa
Que o nó da razão embaralha
O amor se dito pode ser leviano
Como assim também o é
O leviano desta palavra escrita
Do rancor mais explícito
Está aberta a ferida, cuja a dor nunca descrita
Dilacera um coração humano
Mas a morte, ainda assim, mesmo destemida
Não ganha da vida este ano!
Pode parecer heresia, pode figurar como engano!
Mas o vapor das águas frias, não são mais densos,
Ou mais firmes que o brilho da vida
Nem por acidente, nem por engano!
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