INQUIETAÇÃO ENTRE A NAÇÃO E A NOÇÃO.
Pra mim e por hora, mais interessa quanto[1] uma utopia pode fustigar e/ou abalar os alicerces da presente ordem estabelecida, do que a especulação sobre sua exeqüibilidade futura.
No Brasil vivemos a fantasia[2] do progresso retilíneo e benéfico; mascara-se nosso passado perverso (para o povo, e que, data vênia, fique negritado). Martelam em nosso imaginário um roto arremedo de país do futuro. Esta máscara, esfacelada, com o passar do tempo[3] muito longe de estabilizar a paz e o bem estar, vai rati e fortificando a ordem que assassina brasileiros; sobretudo os mais jovens, em particular e prioritariamente e ainda mais os negroínduasiosulamericanos.
É alienação travestir por democrática uma sociedade que adultera o gozo; castra o desejo e que se engravida do vício hora e outra aborta o sonho. É crime nos encher os olhos com o crescimento, mormente o econômico, quando aqui, o câncer consumidor das energias e das gerações futuras é a concentração, antes de tudo a da renda[4]; que apesar de tudo advém de fato firmado e fundamentalmente do trabalho.
Quando afundarão a mão no bolso eles, ou investirão na bolsa eles para devolver o que é nosso, restituir ao trabalhado que lhe é seu de direito? Ainda que não o seja[5] o fato do consumo ou consumado. Portanto, cavalheiros, não seria a lei lubrificante das pitorescas engrenagens da justiça? Porque então nos cortam e moêm?
Droga de extremo grau de dependência a atitude do mero expectador quando prostrado, frente seu televisor, aturdido e sem perceber que, drenadas, nossas forças desembocam sem pororoca nas cinzas do “grande irmão” que bestializa em função do fio metal, o dinheiro, e que, se todos o desejam? É licito que uns desejem mais que muitos[6]?
Medeia, como é comparada a imprensa[7], por um pirata mineiro, nosso amigo, arvora-se em caixa de ressonância, da propalada e misticametafijpcamente rotulada “opinião pública” que, pasmem, neste pais de dimensões continentais, com mais de centenas de milhões de seres[8], se reporta invariavelmente uníssona, como é possível?
O paradigma das esquerdas de hoje em dia, é quando não se apoderam de palavras de ordem congeladas, embaladas sob vácuo, há mais de 40 anos, então nos vem com um plano governamental com maior ou menor influência liberal, ou até mesmo descarada corrupção[9], prática vernácula dos filhos da puta e do capital, que de tempos em tempos, com maior ou menor prazer nos emporcalham as víceras.
A expressão preferida das almas preguiçosas é que o mundo está acabando, porque em verdade ele sempre o está pra depois recomeçar, num indo e vindo contínuo que o egoísta, pretende; ser sua existência, medida de tudo, mas o mundo vai mais sempre, ainda porque maior é Olorun e o ciclo continua e recomeça justamente ancorado junto ao caos, cais de gametas e visigodos, palestrantes entusiasmados, a fazer da vida sua medida, querendo ser, primeiro, mas até aí quem decide é ele quem ainda controla a louca dança das plantas em busca de um raio de sol, o que viabiliza a seiva. Este que vos fez, tu mesmo meu caro, sua imagem sua semelhança, mas à sombra da sabedoria! Axé!
O legado do conhecimento humano consiste, nossa opinião, num formidável arcabouço de bens materiais, imateriais, bilaterais, amorfos, recalcitrantes, e um tanto de compreensões, confusões profundas e/ou mesmo antagônicas da experiência humana, na qual nossa individualidade representa parte modesta.
Será que os seres humanos serão robotizados? Poderão as máquinas humanizarem-se? Partiremos para a padronização do conhecimento, ou quem sabe à informatização da cultura conhecida?
Na maioria das vezes o paradoxo é o homem a serviço da máquina, contra a máquina, virando máquina e vice e versa. Quando não o sensacionalismo dos jornais com um processo tecnológico avançadíssimo, de uma tecnologia anos luz à frente da nossa para nos ameaçar.
Mas quer o homem ser máquina? Talvez deseje expressar-se com a aparente precisão do super herói. Você pode fazer algo para mudar o mundo? SIM. Deve fazer algo para mudá-lo? Claro! O que? A descomunal tarefa de melhorar-se, recriar-se, aperfeiçoar-se, se reconstituir, virar definição..
Também temos algumas práticas perguntas sobre o conhecimento geral: Sabe quanto tempo, tem DE vida, o quanto dela existe comprovadamente neste planeta? Sabe o quanto ESTE tempo representa para contagem do TEMPO atual? Sabe o quanto SUA vida representa para esta contagem de tempo? Sabe quando a VIDA se relaciona com o tempo? Sabe o que? O TEMPO, TEMPO, a TEMPO...
Faremos agora algumas perguntas sem respostas aparentes: O que são DROGAS? O portal da idiotolândia, você tem que decidir se quer visitar ou morar lá. Da discussão nasce a luz! Outras vezes pancadaria... O que é racismo? A forma mais eficaz de se diagnosticar imbecil! O machismo tal qual... Sexismo também... Outros ismos colaboram...
Contra fato há argumento e vice e versa, existir por aqui, é mais acumulo da atitude que desperdício de conversa, por isso mesmo, é o povo, quem primeiro se encaminha pra lida, com fé no futuro, ainda que com a energia reprimida, avançam rumo a humanização de todos nós, destino certo, a terra prometida. [10]
[1] E por quanto tempo.
[2] Nossa realidade é ordem a qualquer preço
[3] A olhos nus ou à vista grossa
[4] A cobiça meus caros!
[5] E não o é?
[6] E bota muitos nisso!
[7] Escrita, televisada, áudio difundida, de boca a boca, endinheirada e/ou agressiva.
[8] Todos humanos, embora, pretendendo-se uns... superiores a outros.
[9] Mas tudo sempre será uma questão de opinião e/ou opção.
[10] E a reforma agrária, e a reforma urbana, foram esquecidas?
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