POR UMA DEMOCRATIZAÇÃO DIGITAL
Os avanços científico e tecnológicos estão no centro do desenvolvimento, sobrevivência e expanção da condição humana, mais precisamente, estão nucleando, sobretudo contemporâneamente, a evolução da sociedade. As conquistas cognitivas do homem podem ser observadas e analisadas, por no mínimo, dois diferentes pontos de vista: um primeiro, como o fruto da genealidade, inventividade, esforço e abnegação do indivíduo para obtenção do saber, requintadamente elaborados, pelo maravilhoso mecanismo de concepção do saber que é a mente humana; por outro lado, e em nenhum aspecto, menos importante, vem históricamente, o acúmulo, a concentraçao, direcionamento para estudo , pesquisa e a difusão em grande escala dos conceitos e valores formatados pela nossa sociedade. Portanto, é nosso ponto de vista que, pelo fato destes pontos de vista , entrelançarem-se simbióticamente, toran o saber, efetivamente, propriedade de toda humanidade, não só de governos, indivíduos ou instituições. Ocorre que vivemos em uma sociedade baseada no consumo, portanto, relevada a abrangência limitada, ciclica e intermitente das instituições que regulam os trâmites do mercado de capitais, é nosso entendimento também que, da mesma forma, respeitados os direitos reservados, que em geral tem prazo e regulação, é dever da parcela mais esclarecida da sociedade, governos e instituições, empenharem-se para proporcionar a uma ampla maioria o acesso a tais avanços.
É opinião, de uma grande parcela de pessoas que, ressalvadas as benécies da medicina, os avanços tecnico científicos, mais significativos, expressivos e que tiveram caráter revolucionário na vida das pesssoas foram os avanços da telemática, da informática, ou de uma forma mais ampla das tecnologias da informação, portanto, nos parece fácil deduzir que, a exemplo da alfabetização, ainda não erradicada, corremos o risco de ter parcelas significativas da população alijadas dos bens cumulados da sociedade.